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Exercícios
físicos na infância
Guia
da Semana - Noticias Especiais/ Online -
Crescimento e Desenvolvimento
Por Natália Marques
Saiba
como as atividades físicas podem beneficiar essa fase da vida
Estudos apontam que com a vida moderna as crianças praticam menos atividades
físicas do que antigamente. Trocar a piscina pelo videogame, o futebol pela
internet, a conversa em roda com os amigos pelo celular são atitudes cada vez
mais normais entre os pequenos. No entanto, está comprovado que se exercitar,
não apenas através de um esporte, mas de brincadeiras e jogos, faz bem para a
coordenação motora e para o desenvolvimento intelectual.
O professor da Faculdades Integradas Metropolitana de Campinas e coordenador
do Instituto do Esporte/Metrocamp José Erb Ubarana Júnior, explica que
o esporte e a prática de atividades físicas são duas coisas distintas:
"Andar de bicicleta, correr, dançar, brincar de pega-pega, esconde-esconde,
essas coisas são diferentes da aula de futebol, vôlei, basquete, ginástica,
ou natação por exemplo". Entre os benefícios desses exercícios, estão o
repertório motor e a capacidade de se desenvolver como ser humano. De acordo
com a professora de Educação Física da Universidade Municipal de São Caetano
e Mestre pela Escola de Educação Física e Esporte da Usp Denise de Oliveira
Alonso, a criança quando joga com os colegas, aprende regras e as transfere
para o convívio social. Elas aprendem a respeitar os outros. Além disso, é
importante receber os estímulos que as atividades físicas produzem no corpo e
na mente, porque motivam a auto-estima e o poder de realização.
A professora explica que a infância é dividida em duas fases: a chamada
Primeira Infância é classificada por crianças de até 4 anos e a Segunda
Infância vai dos 4 aos 10. Nesses dois períodos as atividades indicadas por
especialistas são diferentes, "A partir dos 6 meses, o bebê já pode
entrar na natação, brincar, fazer atividades acompanhadas por tutores. É
recomendado pelos médicos que façam isso. Até os 4 anos, a criança ainda não
sabe interagir completamente, por isso o ideal é praticar qualquer esporte
que exija mais a individualidade dos meninos e meninas como ballet, judô e natação. Num segundo momento, as
atividades terão um caráter mais recreativo e o ideal é partir para jogos em
equipes como futebol, voleibol, basquete e queimada por
exemplo."
Não esquecer de separar de duas a quatro horas por dia, de três a quatro
vezes por semana, para praticar exercícios físicos (incluindo hobbies e esportes) é a dose certa para se ter uma
infância saudável na opinião de Denise.
Tudo em excesso também faz mal para a saúde, principalmente para os pimpolhos
que estão em fase de formação. Por isso, os pais devem evitar que seus filhos
exagerem na quantidade. Além disso, evitar a super
influência durante as atividades. Às vezes, muita expectativa em cima das
crianças tem efeito contrário e elas perdem o prazer de freqüentar aulas de
educação física, por exemplo. "Quando os pequenos dão sinal que gostam
de um esporte, os pais devem estimular tomando cuidado com o nível de
cobrança exigido", aconselha o professor Erb.
Ele explica também que a competição é vista por muita gente de uma forma negativa,
porém, o problema não é ela em si, mas sim como trabalhá-la na criança.
"É um elemento fundamental para o jogo, tanto para esportes quanto para
brincadeiras e atividades. Devemos apenas ponderar até que ponto a cobrança
pela liderança é fundamental".
Quando a criança dá sinal de indisposição constante, ou seja, nunca quer
brincar com os amigos, nem nadar na praia, correr e se divertir, os pais
devem procurar algum estímulo para incentivá-la a participar dos
acontecimentos infantis, principalmente porque elas têm energia de sobra para
isso. "Está ficando mais comum atualmente, crianças que não sabem
brincar ou não têm o hábito por causa da vida moderna: as brincadeiras de
ruas estão cada vez menores, a interação antigamente era maior, inclusive alguns
especialistas denominam essa situação como um fenômeno chamado Curto Calor de
Ludicidade". Geralmente, ele ocorre nos
centros urbanos, que exigem muito das crianças elas acabam ficando
estressadas e deixam as atividades físicas prazerosas de lado.
Por isso, o importante é não deixar acontecer. Assim como dormir bem, ter uma
alimentação saudável, um período para estudo, praticar um ou mais esportes,
estar disposto a fazer atividades físicas ao longo do dia é fundamental para
o desenvolvimento sadio das crianças. É uma obrigação!
A falta de exercício físico na infância pode causar:
Obesidade
Sedentarismo
Problemas no desenvolvimento afetivo-social
Falta de auto-estima
Stress
Dificuldade de criação
Prejuízo na coordenação motora
Fonte:
www.mesquitaonline.com.br
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